O Processo de Escrita

        Uma das questões que me colocam é sobre o processo de escrita de um livro. Cada autor tem o seu método e estes podem ser muito diferentes uns dos outros. No meu caso, preciso de estar num ambiente protegido, onde não existam interrupções ou distrações. Curiosamente a música correcta é fundamental para a inspiração. A escrita de um livro exige preparação e faço o devido planeamento da história, com princípio, meio e fim. Quando termino um capítulo há já desvios em relação ao plano, pois as personagens parecem que ganharam vida própria e a história começou a desviar-se sucessivamente até assumir rumos não previstos. Por vezes há personagens secundárias que aparecem para apenas uma cena, mas acabam por se impor e assumir um papel mais relevante. No final de cada capítulo, vejo-me obrigado a rever o planeamento da história até ao final. A meio do livro já se notam diferenças gritantes do plano inicial, a ponto, de capítulos inteiros terem desaparecido e outros novos terem surgido. Olho para tudo aquilo e não posso deixar de me admirar - está muito melhor do que alguma vez eu poderia ter planeado.

Esta vida própria da história é de tal maneira, que enquanto estou a escrever, as cenas começam a surgir como se passassem instantaneamente à minha frente e é preciso segurá-las (não as esquecer, o que é relativamente fácil, ou deixar fugir a inspiração, o que também acontece) a fim de ter tempo para o longo processo de escrever. Por estranho que pareça, é como se uma sucessão de imagens irrompesse, mais ou menos espaçadas entre si, como se fossem pedaços de um filme. Estas inspirações são, por vezes, uma total surpresa para mim. Posso citar, que mais de uma vez vi uma piada e soltei uma gargalhada, espantando quem estava à minha volta. - Muito te divertes tu aí - comentam admirados.

O processo de inspiração é também muito envolvente e desperta emoções. Posso mesmo comparar com um filme que nos emociona. Se assim não fosse, não conseguiria reproduzir (baixar ao papel) essa emoção e o livro não teria qualidade. A título de exemplo, quando estava a escrever uma cena (que não está neste livro), não consegui escrever mais. Tinha começado a chorar e tive de me conter. A cena estava à minha frente, eu estava na cena, a cena atravessava-me e eu estava a vivê-la. Só depois de ter escrito o livro é que compreendi uma afirmação da autora do Harry Potter. Referia ela que lhe faltava escrever apenas um capítulo, que deixara para o fim, por ser particularmente doloroso. No meu caso não deixo capítulos para trás, pois a história ganha vida própria e só há uma maneira de saber como história termina. É quando acabo de a escrever.


Veja mais em “FAQ – Perguntas Frequentes”.

Caracterização do Livro

    Este livro é um romance na área do fantástico. Eu entendo que um livro deste género deve ser fácil de ler. Não faz sentido o leitor voltar constantemente atrás, para perceber o que está escrito, porque o autor fez floreados poéticos na frase, para obter um texto mais bonito. Entendo que nada disso deve acontecer neste género literário, tanto mais que a constante pressa da vida actual, leva a pessoas a quererem ir directamente ao assunto, por não pretenderem perder tempo. O livro foi escrito com o objectivo de que o leitor se esquecesse do texto, como se estivesse, de certa forma, a ver a história à sua frente.

    Também foi feito com a finalidade de ser aliciante deste a primeira página. O público actual já não tem paciência para preâmbulos, introduções, ou descrições elaboradas, que ainda que, com o objectivo de explicarem claramente o contexto onde se insere a história , o capítulo, ou a cena, têm tanto de aborrecido, quanto de longo. Esta finalidade foi seguida ao longo de todo o livro.

    Na sequência das mesmas decisões, não foi elaborado com a intenção de confundir o leitor, em que este no final da história, se vê obrigado a perguntar a alguém, porque aconteceu (ou qual o objectivo), de determinado acto. Nesse género de enredos confusos, o leitor sente-se algo enganado, pois a história não foi nada clara. Isto não significa que o “Guerreiro Psíquico” não leve o leitor a pensar e a interrogar-se sobre determinadas pistas, que só serão esclarecidas mais tarde. Isso faz parte do mistério e do suspense, que não poderiam faltar de maneira nenhuma.

Apresentação do Livro

No que toca à apresentação do livro, remeto-vos para o que está escrito na contra-capa, que é o seguinte:

Era o ano da profecia, mas esta tinha caído no esquecimento ao longo dos tempos. Os vatang, um povo hostil, tinham descoberto o pequeno continente e lançavam sortidas de navios para atacar e pilhar, bem como exterminar todos os que fossem telepatas.

Um emissário do Templo da Voz da Mente chega em busca a uma aldeia à beira mar. O jovem Aron deseja ser telepata, mas várias vozes levantam-se contra ideais quase impossíveis de serem alcançados e que podem resultar em séria desilusão. O tempo para agarrar a oportunidade é escasso, porque o emissário não pode ficar muito tempo. Está à procura de uma lenda perdida. Procura o caminho escondido para a cidade de Satamar, que a profecia refere permanecer visível e invisível, para onde se retiraram os antigos. Nesta cidade espera encontrar o Cristal Telepático e o Guerreiro Psíquico, que os ajudarão a enfrentar os piratas. O emissário está disposto a levá-lo e a uma outra jovem, mas a autorização é negada mais de uma vez, face aos perigos. Aron não quer largar o sonho da sua vida de maneira nenhuma, mas os ataques piratas estão a aproximar-se.

Livro aliciante que prende a atenção do leitor até ao fim. Agora mesmo abra na primeira página e comece a ler. É sempre a crescer ao longo do livro. Experimente.

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Excerto Inicial

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